Centro de Documentação

António dos Santos Pinto – Testemunhos 2019 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

António dos Santos Pinto – Testemunhos Centro de Documentação Museu Aljube 2019 –
António dos Santos Pinto, integrado no primeiro Grupo, o dos 19, incorporou, com o segundo Grupo, o dos 41, aquela que ficou conhecida como a Operação Angola – A Grande Fuga clandestina de Portugal dos 60 estudantes das ex-colónias portuguesas, alunos, maioritariamente, da Casa dos Estudantes do Império, em 1961.
Com a ajuda de alguns pastores americanos como Charles Harper e William J. Nottingham, apoiados pela associação de serviços ecuménicos da Federação Protestante de França, CIMADE, através de Jacques Beaumont, António dos Santos Pinto, no Porto, conseguiu chegar a França, a “salto”, juntamente com outros estudantes da Casa dos Estudantes do Império ligados às delegações de Coimbra e de Lisboa. São algumas dessas memórias que António dos Santos Pinto nos deixa neste testemunho.

Maria Manuela Cruz Silva – Dias da Memória 2016 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Dias da Memória 2016 – 25 de abril de 2016 – Maria Manuela Cruz Silva trouxe-nos as memórias do seu marido, Manuel Rodrigues Pereira da Silva, gráfico e tipógrafo, que passou pelas prisões do Aljube, Caxias e Peniche, nos anos 60, tendo sido submetido, pela PIDE, à tortura do sono e à da estátua, para além das violentas agressões físicas. Ficou, por isso, com graves sequelas físicas que o obrigaram a ajustar a sua carreira profissional. Dedicou-se à investigação sobre tipografia, caracteres e escrita, publicando artigos e livros sobre a temática e criando várias fontes tipográficas (Rotunda, Andrade, Fontanela ou Tialira, entre outras).

Mário de Carvalho – Vidas Prisionáveis 2019 – Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Vidas Prisionáveis, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, em 2019/02/13. Mário de Carvalho, o escritor que conhecemos, foi um antifascista detido três vezes pela PIDE que sofreu a tortura do sono. Quando em 1973 saiu em liberdade condicional exilou-se, regressando em 1974. O personagem Ricardo do filme de José Barahona, de 2004, “Quem é Ricardo?”, foi o convidado desta sessão numa conversa conduzida por Ana Aranha, com a presença de alunos das Escolas Secundárias Miguel Torga, de Queluz, e da Quinta do Marquês, de Oeiras, para além da assistência da comunidade em geral.

Maria Helena Augusto das Neves Gorjão – Vidas Prisionáveis 2019 – Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Vidas Prisionáveis, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, em 2019/03/13. Helena Neves, estudante envolvida na luta académica e que integrou o grupo fundador do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), conheceu a primeira prisão pela PIDE em 1969. Voltou a ser presa nos primeiros dias de abril de 1974 e por isso sentiu a alegria maior dos presos – a de ser resgatada pelos libertadores da Revolução de Abril. Conversa conduzida por Ana Aranha, com a presença de alunos da Escola Secundária Gago Coutinho, de Alverca, e público da comunidade em geral.

José Mário Branco – Vidas Prisionáveis 2019 – Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Vidas Prisionáveis, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, em 16 de maio de 2019. José Mário Branco falou-nos da sua vida de resistência e luta, que o levou à prisão e depois ao exílio em França, em 1963. Regressou a Portugal apenas depois do 25 de Abril. Esta conversa, conduzida por Ana Aranha, contou com a participação de alunos da Escola Secundária Gago Coutinho, de Alverca do Ribatejo, e da licenciatura em Comunicação Social e Jornalismo, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, e da comunidade em geral.

Isabel do Carmo – Vidas Prisionáveis 2019 – Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Vidas Prisionáveis, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, em 24 de abril de 2019. Isabel do Carmo deixou-nos o seu testemunho de luta e resistência a um regime que sob o pano de fundo de uma Guerra Colonial infinda e o desencanto provocado pela ineficácia de Marcelo Caetano em acompanhar o pulsar do país e do mundo. Isabel do Carmo, como outros jovens ativistas políticos radicalizaram a luta e levaram-na até ao limite do confronto violento com o regime, no início da década de 70. Fundou o Partido Revolucionário do Proletariado – Brigadas Revolucionárias e foi dirigente do jornal Revolução, tendo sido porta-voz do partido. Por esse motivo esteve várias vezes presa pela polícia política. Esta conversa, conduzida por Ana Aranha, contou com a participação de alunos das Escolas Secundárias Pedro Fonseca, de Proença-a-Nova, D. Manuel I, de Beja, da Escola Profissional de Turismo e Hotelaria do Chiado e da comunidade em geral.

Edila Gaitonde – Testemunhos 2017 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Edila Gaitonde – Testemunhos Centro de Documentação Museu Aljube 2017 –
Edila Gaitonde, de famílias tradicionais, enfrenta as convenções da época quando vem, em 1943, dos Açores para Lisboa estudar música e se apaixona pelo jovem médico goês, resistente ao regime salazarista, que se encontrava em Portugal a concluir os estudos de Medicina. Cinco anos casavam e partiam para a então colónia portuguesa, onde se tornaram figuras de relevo no movimento independentista indiano.

Faustina Barradas – Testemunhos 2017 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Faustina Barradas – Testemunhos Centro de Documentação Museu Aljube 2017 –
Faustina Barradas, filha de comunistas e militante ativa, foi tipógrafa clandestina, combatendo arriscadamente o regime fascista de Oliveira Salazar através da impressão encoberta de jornais e folhetos para distribuição oculta ao povo.

João Carlos de Oliveira Matos – Dias da Memória 2017 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Dias da Memória 2017 – 25 de abril de 2017 – João Carlos de Oliveira Matos deixou-nos as memórias do pai, fragateiro, que esteve preso no Aljube por ter manifestado o seu apoio à candidatura de Humberto Delgado às presidenciais de 1958.

Manuel Maria Candeias – Dias da Memória 2017 – Centro de Documentação do Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Dias da Memória 2017 – 25 de abril de 2017 – Manuel Maria Candeias, de Grândola, cedo começou a sua atividade política. Aos 14 anos vigiava os “bufos” ou se algum PIDE se acercava das searas, durante os plenários dos trabalhadores agrários na luta pelas 8 horas de trabalho ou na distribuição panfletária. Mas é a luta sindical na TAP que o leva às prisões de Peniche e Caxias.