Museu do Aljube - Resistência e Liberdade

O Museu do Aljube - Resistência e Liberdade é dedicado à memória do combate à ditadura e da resistência em prol da liberdade e da democracia.

É um museu municipal que pretende preencher uma lacuna no tecido museológico português, projetando a valorização dessa memória na construção de uma cidadania responsável e assumindo a luta contra a amnésia desculpabilizante e, quantas vezes, cúmplice da ditadura que enfrentámos entre 1926 e 1974.

Missão/Visão

ilustra Missão/Visão

O Museu do Aljube - Resistência e Liberdade é dedicado à memória do combate à ditadura e da resistência em prol da liberdade e da democracia.

Pretende valorizar as memórias comuns de resistência e evidenciar os principais traços do regime ditatorial que submeteu o nosso país durante quase meio século.

Pretende dar a conhecer o silêncio em que todo um povo foi mergulhado, resgatando-o para ensinamento dos mais novos.

Pretende partilhar nos nossos dias aspetos das realidades então vividas, organizando-os de modo sistemático e rigoroso.

Pretende inscrever na vivência coletiva os valores das lutas travadas pela liberdade e pela democracia, com a firmeza da esperança num país mais livre, justo e fraterno.

Pretende patrocinar o resgate das memórias de luta e de sofrimento, evocando momentos duros e, também, momentos empolgantes da resistência, seguros da vitória que se haveria de alcançar sobre o arbítrio e a violência.

Pretende assumir a luta contra a amnésia desculpabilizante e, quantas vezes, cúmplice da ditadura que enfrentámos entre 1926 e 1974.

Pretende remar contra a corrente da desmemória organizada pelas ideologias dominantes nas sociedades contemporâneas.

Pretende combater essa fabricação de um "presente contínuo", que torna fácil e eficaz a manipulação, a demagogia e o regressismo "invisível" às piores formas de opressão.

Pretende dar voz às vítimas e mostrar como é longo e difícil o caminho da sua reabilitação, impondo a verdade e o exemplo sobre o silêncio e o embuste.

Pretende honrar os resistentes que ousaram empenhar-se numa luta desigual e sempre ameaçada pela perseguição e pela prisão, pela tortura, pelo exílio, pela deportação e quantas vezes pela morte.

Pretende restituir a memória coletiva à cidadania, na sua pluralidade.

Pretende, em suma, assegurar que o nosso futuro não seja amputado do nosso passado.

O futuro cria-se no presente com a memória do passado.


Direção

Diretor: Luís Farinha

Comissão Instaladora

A Comissão Instaladora do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade foi designada pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa por Despacho de 15 de Abril de 2013, com as seguintes competências:

  • Elaborar e apresentar o programa de conteúdos programáticos, científicos e museográficos do Museu do Aljube;
  • Definir as tarefas necessárias a sua execução e os recursos humanos, técnicos e financeiros adequados, de acordo com o programa estabelecido pela CML;
  • Apoiar a equipa de arquitetura na definição final dos diversos espaços e valências do equipamento;
  • Acompanhar a requalificação arquitetónica do edifício;
  • Apoiar e acompanhar a instalação do Museu do Aljube até à sua inauguração;
  • Apoiar a Direção do Museu do Aljube durante o primeiro ano da sua vigência.

Manuel Veiga, Diretor Municipal de Cultura Alfredo Caldeira Domingos Abrantes Fernando Rosas Henrique Cayatte Inês Quintanilha Luís Farinha, Diretor do Museu do Aljube


Conselho Consultivo

Os membros do Conselho Consultivo são designados por três anos. Com a cessação de funções da Comissão Instaladora os seus membros mantêm-se no Conselho Consultivo.
Compete ao Conselho Consultivo do Museu do Aljube, nomeadamente:

  • Aconselhar a Direção do Museu sobre a programação ou iniciativas a desenvolver no âmbito das suas atividades;
  • Apreciar o programa de atividades e o orçamento anual e emitir recomendações.

Personalidades:

António Borges Coelho, Presidente António Reis Artur Pinto Aurélio Santos Bento Domingues, Frei Carlos Matos Gomes Casimiro Levy Baptista Cláudio Torres Daniel Cabrita Diana Andringa Francisco Fanhais Irene Pimentel Isabel do Carmo Jacinto Godinho José Augusto Rocha José Manuel Tengarrinha José Medeiros Ferreira (falecido) José Pacheco Pereira Manuel Macaísta Malheiros Manuel Pedroso Marques Mário Brochado Coelho Raimundo Narciso Ruben de Carvalho

Representantes das seguintes organizações de Memória:

Associação 25 de Abril Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra Fundação Mário Soares NAM-Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta URAP-União de Resistentes Antifascistas Portugueses AHSTP-Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe AMRT-Arquivo & Museu da Resistência Timorense (Timor-Leste) ATD-Associação Tchiweka de Documentação (Angola) CESAB-Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (Moçambique) Fundação Amílcar Cabral (Cabo Verde) INEP-Instituto de Estudos e Pesquisa (Guiné-Bissau) Memorial da Resistência de São Paulo (Brasil)

Por despacho do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, de 23 de Maio de 2014


Serviço Educativo

O Museu vai desenvolver um serviço de extensão educativa, dirigido a portugueses e estrangeiros, e preparado para acolher e desenvolver ações no domínio da memória e da cidadania democrática junto das populações escolares de todos os níveis e das coletividades culturais.

Na sua organização terá um especial cuidado em desenvolver programas que possam corresponder aos interesses da comunidade local e que se articulem em rede com os restantes serviços educativos autárquicos já existentes.


Centro de Documentação

Durante quase meio século, a ditadura aperfeiçoou meios de opressão preventiva e de repressão violenta da população.

Também as oposições encontraram meios de resistir, através da ativação de movimentos sociais semilegais, de propaganda clandestina, de luta armada ou de formas de expressão artística de vincado conteúdo antifascista.

O Centro de Documentação visa reunir um vasto reportório documental sobre essas duas temáticas centrais do Museu, promovendo a disponibilização em suporte digital de fundos documentais relevantes e estabelecendo também adequadas parcerias com entidades públicas e privadas que permitam enriquecer a informação acessível aos seus leitores.

Do mesmo modo, criará uma pequena biblioteca de referência, suscetível de permitir o aprofundamento de diferentes temas da História contemporânea.

Desenvolverá, pois, duas vertentes essenciais: uma de divulgação ao grande público da documentação disponível, em complemento da já exposta na Exposição Permanente e nas diferentes Exposições Temporárias; uma outra de construção de um centro de estudo de referência sobre as diferentes formas de manifestação da opressão fascista e sobre as formas e modalidades que adquiriu a luta antifascista no contexto português e internacional.


Loja

Na Loja propõe-se um leque de produtos que, através das formas, usos, materiais e técnicas, de design e produção nacionais, são contributos para preservar a memória, sentir a história e pensar num presente que tem passado.


Localização

Rua de Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa

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Elétrico 12 | Elétrico 28 | Autocarro 737

ilustra Missão/Visão

Horários

O museu está aberto diariamente das 10.00 às 18.00h.
Encerra às segundas-feiras e nos feriados de 1 janeiro, 1 maio e 25 de dezembro.


Preçário

Preço Normal Desconto 50% Entrada Livre
3€ 1,5€ Grátis
=>65; Desempregado; Bilhete de Família (pelo menos 2 adultos e uma criança <=); Cartão Jovem; Parcerias; Domingos de manhã até às 14h; Feriados das 10h às 14h; 18 de maio (Dia Internacional dos Museus); Crianças até aos 12 anos; Estudantes; Membros da APOM e do ICOM; Investigadores e professores credenciados; Jornalistas e profissionais do turismo no desempenho das suas funções; Funcionários da CML e da EGEAC; Grupos organizados e sessões culturais (mediante marcação prévia); Frequentadores do centro de Documentação e Biblioteca; Visitantes da Exposição Temporária;

Notas:

  1. Para preços reduzidos e gratuitidade, é necessária a apresentação do comprovativo.
  2. Outras crianças do agregado familiar > 12 anos, mediante bilhete próprio.
  3. O acesso exclusive à Cafetaria é livre, mediante bilhete próprio.

Price List

Normal Price Discount 50% Free Entrance
3€ 1,5€ Free
=>65; Unemployed; Family Ticket (at least 2 adults and 1 child); Partnership; Sundays until 14:00; Holidays from 10:00 to 14:00; May 18th (International Museums day); Children up to 12 years old; Students; APOM's and ICOM's members; Accredited Researchers and Teachers; Journalists and Tourism Teachers on duty; Organized groups and cultural sessions (by appointment); Documentation Center; Temporary Exhibitions;

Notas:

  1. For reduced prices and free admission is required identification card.
  2. Free entrance for the Bar-Cafeteria.

Contactos

info@museudoaljube.pt

(+351) 215 818 535


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