Cipriano Dourado

08 Fevereiro 2021
“Raparigas”, 1957, Litografia, Museu Calouste Gulbenkian

#nestedia 8 de fevereiro de 1921, nasceu Cipriano Dourado, artista plástico, pioneiro da gravura portuguesa, aguarelista, ilustrador.  Antifascista.

Nasceu em Penhascoso, na Beira Baixa, mas viveu em Lisboa onde cedo começou a trabalhar como desenhador-litógrafo e mais tarde a frequentar o curso noturno na Sociedade Nacional de Belas Artes. Participou em todas as Exposições Gerais de Artes Plásticas, marcadas pela repressão da PIDE e pela retirada de obras de arte.

Em 1949 estagiou na Academia Livre Grande Chaumière, em Paris, e em 1953 participou no Ciclo do Arroz, experiência artística coletiva que juntou nos campos do Ribatejo, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Rogério Ribeiro, António Alfredo e Alves Redol. Em 1956 fundou com outros artistas “A Gravura” e um ano mais tarde participa na Bienal de Gravura de Tóquio, lecionou ainda na Escola Artística António Arroio. Era militante do Partido Comunista Português. 

Colaborou também em publicações periódicas, nomeadamente a Vértice, Seara Nova, Colóquio-Letras, Cassiopeia-Antologia de Poesia e Ensaio, Árvore-Folhas de Poesia; e ilustrou diversos livros de poesia e prosa, como A Paz Inteira, de Armindo Rodrigues; Sete Odes do Canto Comum, de Orlando da Costa (apreendido pela PIDE no prelo); 20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda; O Amante de Lady Chaterley, de D. H. Laurence.

Cipriano Dourado assumiu uma postura de artista militante e inspirou muitos outros artistas a saírem para a intervenção pública. Filipe Diniz, recorda-o como alguém “com uma espantosa facilidade de desenhar, mas uma parte da sua luta era precisamente dificultar essa destreza, por isso reproduziu cenários muito complexos, como pedaços de mato, por exemplo. Isso é uma atitude estética, mas também ética”. Dourado é uma das figuras cimeiras da ligação entre a arte e a intervenção.

“O seu trabalho artístico insere-se no movimento estético neorrealista português, tendo trabalhado incessantemente na produção de muitas centenas de obras nas áreas do desenho, gravura, pintura e aguarela. O seu traço é rigoroso, ágil e expressivo, e os ritmos ondulados das suas obras exprimem inconfundível e poeticamente os dois temas mais recorrentes: a Mulher e a Terra.” 

Para conhecer melhor o artista e a sua obra: 

www.museudoneorealismo.pt/pages/1146

www.museudoneorealismo.pt/pages/1378?event_id=7959

gulbenkian.pt/museu/artist/cipriano-dourado/

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