Soeiro Pereira Gomes recitando poesia, num dos Passeios do Tejo, no princípio da década de 1940. Museu do Neo-realismo.

Soeiro Pereira Gomes

14 Abril 2021

“Para os filhos dos homens que não foram meninos escrevi este livro.”

#Nestedia 14 de abril, em 1909, nascia em Gestaçô, Joaquim Soeiro Pereira Gomes.

Instalou-se em Alhandra, no início da década de 30, começou a trabalhar na Fábrica Cimento Tejo e é nela que, junto ao rio, desperta para a dureza do mundo do trabalho e da jovem ditadura salazarista. Via os esteiros do rio e as crianças que trabalhavam na dureza dos telhais fabricando tijolo e foi assim que, em 1941, nasceu a sua obra “Esteiros”, cuja primeira edição terá sido ilustrada por Álvaro Cunhal.

Soeiro Pereira Gomes estará na implantação do Partido Comunista Português na zona industrial e rural do baixo Ribatejo, na reorganização do partido e nas grandes lutas dos anos 40.

Em 1944, entrou para a clandestinidade, esteve ligado ao MUNAF e ao MUD e colaborou nos jornais O Diabo, O Alhandra, O Castanheirense e República.

Na sequência de uma queda de bicicleta, em 1947, foi-lhe detetado um cancro cujo tratamento era inacessível na clandestinidade.

Morreu a 5 de dezembro de 1949, com 40 anos.

Hoje faria 112 anos, relembramos e homenageamos este nome maior do neorrealismo português, intelectual e resistente à ditadura, combatente pela liberdade. 

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