Gravura da morte de Catarina Eufémia, de Margarida Tengarrinha, 1954.

Catarina Eufémia

19 Maio 2021

#Nestedia 19 de maio de 1954, Catarina Eufémia foi assassinada a tiro pelo tenente Carrajola, da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Paz, trabalho e pão eram o motivo da sua luta, e nesse dia participava numa greve de assalariados rurais alentejanos por melhores salários.

Zeca Afonso eternizou-a no “Cantar Alentejano”

“Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizao a viu morrer
Ceifeiras na manha fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou

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