Atentado a Salazar

04 Julho 2021

#Nestedia 4 de julho de 1937, o século XX português poderia ter tomado um rumo diferente, caso a bomba colocada na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, tivesse cumprido a missão de liquidar Salazar.

Sob o signo da guerra civil espanhola, militantes anarquistas, com ligações em Espanha, aproveitando a deslocação semanal de Salazar para assistir à missa na capela particular de Josué Trocado, colocam uma bomba num coletor, de modo a rebentar quando o carro de Salazar chegasse. Assim aconteceu nessa manhã de domingo, mas sem o resultado previsto. Um erro de escassos centímetros na sua colocação fez com que a bomba explodisse no sentido errado.
Uma explosão violenta provoca uma enorme cratera no chão, destrói os esgotos em volta, estilhaça os vidros das janelas na zona e faz voar pedras da caçada. O ditador escaparia ileso e seguiria para a missa.
A polícia política, entre a necessidade de mostrar resultados, de atribuir a responsabilidade do atentado à conspiração comunista e a óbvia incompetência, fará uma série de prisões de elementos que nada tinham a ver com o sucedido.
Sobre eles cairá a mais violenta das torturas, ao ponto de dois deles, José Lopes da Silva e Jacinto Estêvão de Carvalho, e, eventualmente um terceiro, Augusto Martins, perderem a vida.
Normalmente atribuído a elementos anarquistas, como Emídio Santana, estes terão atuado em ligação com outros elementos da Frente Popular, nomeadamente ligados ao PCP.
Se o atentado não causou quaisquer vítimas, o mesmo não se pode dizer da investigação da PVDE e da brutalidade dos seus métodos.

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