Álvaro Cunhal

10 Novembro 2021

Neste dia 10 de novembro de 1913 nascia Álvaro Barreirinhas Cunhal, em Coimbra.

Após ter passado a infância em Seia, mudou-se com a família para Lisboa aos 11 anos. Frequentou o Liceu Camões e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, aos 17 anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra o Socorro Vermelho Internacional.

Em 1934 é eleito representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa e em 1935 torna-se secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas, passando também a integrar o quadro de militantes clandestinos. Durante este período é preso duas vezes, em 1937 e em 1940.

Participa na reorganização do PCP, em 1940/41, e é membro do Secretariado de 1942 a 1949, período durante o qual contribui decisivamente na orientação e identidade do PCP. Em 1949 é novamente preso e condenado a onze anos de prisão (oito dos quais em isolamento).

Transferido da Penitenciária de Lisboa para a prisão de Peniche, evadiu-se a 3 de janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas. Eleito Secretário-geral do PCP em março de 1961, interveio decisivamente para a correção do chamado desvio de direita. Teve um papel central na definição da ação política do PCP, refletindo na sua obra “Rumo à Vitória” sobre a unidade antifascista e as condições que levariam ao 25 de Abril de 1974. Instaurada a Democracia, foi Ministro sem Pasta nos primeiros quatro Governos Provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República nas eleições realizadas entre 1975 e 1987.

Foi membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992.Ao longo da década de 30 colaborou com vários jornais e revistas como a “Seara Nova” ou “O Diabo” e nas publicações clandestinas do PCP, o “Avante!” e “Militante”. Para além de uma vasta obra de ensaio e intervenção política, foi romancista, sob o pseudónimo de Manuel Tiago, e escreveria sobre a resistência e luta dos que, como ele, deram a vida e os melhores anos da sua vida pela liberdade de um povo. Faleceu em junho de 2005, aos 92 anos.

Imagem: Álvaro Cunhal, no exílio. Entre 1967 e 1973, eventualmente na Roménia ou em França

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