EducAljube

O Museu do Aljube Resistência e Liberdade é um espaço de memória, da resistência à ditadura e de luta pela liberdade. A todos desafiamos à reflexão crítica e à abordagem da memória enquanto património cultural e construção de identidade comum.
O questionamento e o espírito crítico fazem parte do nosso dia-a-dia, a valorização das liberdades, direitos e garantias é uma prática diária na nossa atividade, o compromisso com uma cultura de diálogo e compreensão é uma das razões da nossa existência.
Ilustração: ©twotma

Cidadania, porque sim.

PORQUÊ ESTE CICLO?

Vivemos tempos em que é necessário discutir o óbvio. Vamos a isso!

O Museu do Aljube Resistência e Liberdade é um espaço de memória, da resistência à ditadura e de luta pela liberdade. A todos desafiamos à reflexão crítica e à abordagem da memória enquanto património cultural e construção de identidade comum. O questionamento e o espírito crítico fazem parte do nosso dia-a-dia, a valorização das liberdades, direitos e garantias é uma prática diária na nossa atividade, o compromisso com uma cultura de diálogo e compreensão é uma das razões da nossa existência. 

A Educação para a Cidadania e para os direitos humanos está na nossa origem, na nossa identidade e na nossa prática, e por tudo isto decidimos lançar o convite para que nos ajudem a pensar e explicar o óbvio: a educação e a cultura são sempre a melhor resposta. 

No primeiro semestre de 2021, vamos realizar um Ciclo de Conversas sobre a importância da educação para a cidadania, ouvindo especialistas e partilhando reflexões, inquietações e compromisso democrático.

Estão todos convidados, seja no auditório ou em streaming nas nossas redes, juntem-se a nós, e tragam um amigo e uma amiga também!

INFORMAÇÕES:

➢  Deve preencher o seguinte formulário assinalando a(s) sessão(ões) para a(s) qual(is) se pretende inscrever: Formulário de Inscrição

➢  Datas: 

29 ABR, 18H
Cidadania uma construção de todos os dias
Ana Maria Bettencourt

26 MAIO, 18H
Escola um lugar de e para a cidadania
Sérgio Gaitas e Sérgio Niza

16 JUN, 18H
Igualdade, liberdade, autodeterminação
Miguel Vale de Almeida e Alice Azevedo

27 JAN, 18H
De pequenino é que se ganha o destino: cidadania e inclusão na escola
David Rodrigues

24 FEV, 18H
Museus, transformação, participação e direitos humanos
Sara Barriga, Luzia Rodrigues, Joana Simões Piedade

10 MAR, 18H
Igualdade, mulheres e género
Sandra Benfica, Maria Jorgete Teixeira, Ariana Furtado

24 MAR, 18H
Igualdade, cidadania e educação
José Morgado e Rita Ramalho

14 ABR, 18H
Igualdade, anti-racismo e não discriminação
Anabela Rodrigues, Cristina Roldão e Henrique Chaves

➢  Local: Museu do Aljube Resistência e Liberdade

 Dirigido ao público em geral, comunidade escolar, estudantes, professores, técnicos e funcionários, mães, pais e avós

➢  Formato: streaming

➢  Creditação para efeitos de progressão na carreira docente para educadores de infância, docentes dos ensinos básicos e secundário e de educação especial.

Biografias

David Rodrigues é Professor aposentado da Universidade de Lisboa, dirige a revista “Educação Inclusiva” da ONG Pró-Inclusão de que é presidente e fundador. Trabalhou em projetos internacionais para a UNESCO, UNICEF e Handicap Internacional sobre temáticas de Direitos Humanos, Equidade e Inclusão Social e Educativa. Em 2017 recebeu a distinção “Distinguished International Leadership Award” pelo Council for Exceptional Children – DISES (EUA). Desde junho de 2015 é Conselheiro Nacional de Educação. 

Joana Simões Piedade é licenciada em Direito, trabalhou como jornalista as temáticas relacionadas com os direitos humanos e migrações forçadas, tem sido também voluntária em campos de refugiados em vários pontos do mundo. Desde 2017 tem orientado debates e oficinas de direitos humanos e cidadania em escolas, do 1° ciclo ao ensino secundário, e no serviço educativo do Museu Gulbenkian. Mestranda em “Migrações, Inter-Etnicidades e Transnacionalismo” na FCSH/NOVA. 

Luzia Mara Silva Lima-Rodrigues é doutorada em Educação pela Unicamp/Brasil com pós-doutoramento em Terapias Expressivas e Educação Inclusiva, pela Universidade de Lisboa; professora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. É especialista em psicodrama pedagógico e em psicopedagogia, e tem uma vasta experiência na dinamização de grupos e na formação contínua de professores. 

Sara Barriga é licenciada em Artes Plásticas, mestre em Artes Visuais, pós-graduada em Museologia e Património, Didática das Artes e Liderança. Desenvolveu investigação em museus portugueses e no Peggy Guggenheim, em Veneza. Trabalhou na programação, gestão de públicos e outras atividades no âmbito da museologia e educação artística. É subcomissária do Plano Nacional das Artes. 

Ariana Furtado é professora do 1.º Ciclo e coordenadora da Escola Básica do Castelo em Lisboa. Licenciada pela Escola Superior de Educação de Setúbal e pela Universidade Rennes II (França). Foi professora durante seis anos no ensino recorrente – alfabetização de adultos. 
Co-autora do projeto “Com a mala na mão contra a discriminação”, Prémio Municipal dos Direitos Humanos da Cidade de Lisboa 2018-2019. Membro da Djass – associação de afrodescendentes e da Femafro – associação de mulheres negras, africanas e afrodescendentes. 

Maria Jorgete Teixeira, Angolana pelo nascimento, transmontana pelas raízes, alentejana pelo coração. Cidadã, mulher e mãe, assim se assume inteira, na militância pelas causas que considera justas. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses. Foi professora dos ensinos básico e secundário.
Integra a direção da Associação José Afonso – AJA e da União Mulheres Alternativa e Resposta – UMAR . Publicou: O coração é puta sempre à espera, (prosa poética) ;Mulher à beira de uma largada de pombos, à volta das canções de José Afonso, (conto) ; A Solidão das Dunas, (poesia) .

Sandra Benfica integra o Secretariado Nacional do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), desenvolve e coordena projetos vários com intervenção junto de mulheres e jovens adolescentes do ensino secundário e universitário – “Tráfico de Mulheres Romper Silêncios”, nas regiões de Lisboa e Algarve; “Sensibilizar e Prevenir Desigualdades: Agir na Minha Escola”; “Viver Direitos /Vencer Violências – da escola ao espaço público” de combate à violência no namoro. Integra a Rede de Apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico, e o Conselho Consultivo da Comissão para a Igualdade de Género. Recentemente escreveu “Silêncios e Tanta Gente”, uma peça de teatro sobre as mulheres e o tráfico de seres humanos.

José Morgado é professor e investigador no Departamento de Psicologia da Educação do ISPA, doutorado em Estudos da Criança – especialidade Educação Especial pela UM; é colaborador regular em programas de formação inicial e contínua de professores; é consultor e dinamiza projetos de intervenção na área da Educação e desenvolve e acompanha programas de orientação educativa para pais e encarregados de educação. 

Rita Ramalho é licenciada em Psicologia e Mestranda em Psicologia Educacional pelo ISPA. É ‘chair’ da comissão de Step-Up na ONG CISV, que tem como missão educar e inspirar ação para um mundo mais justo e pacífico.

Anabela Rodrigues é coordenadora da Associação de Imigrantes do Grupo Teatro do Oprimido de Lisboa e uma das mentoras do AMI-AFRO, uma corrente artística que aborda as especificidades das opressões enfrentadas pelos afrodescendentes na dimensão da discriminação racial, de sexo e classe. É membro da rede internacional de Organizações de Teatro do Oprimido da Europa “Together“ (Portugal, França, Espanha, Alemanha, Itália, Croácia e Reino Unido). Foi coordenadora de atividades de educação não formal na Associação Cultural Moinho da Juventude (1997-2008) e da Fundação Francis Obikwelu (2008- 2009). Descendente de imigrantes, é mãe, poeta e ativista. 

Cristina Roldão é socióloga, investigadora no CIES-IUL e professora na ESE-IPS. Tem tido um papel muito ativo no debate público e académico sobre o (anti)racismo em Portugal, estuda as desigualdades no contexto escolar e os processos de exclusão e racismo de afrodescendentes, esteve envolvida no Grupo de Trabalho sobre a recolha de dados étnico-raciais nos Censos 2021. 

Henrique Chaves é sociólogo, mestre pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou com metodologias de investigação-acção na freguesia de Marvila em Lisboa, com a associação Rés do Chão. 

Actualmente dinamiza o projeto “Pedalada” em Marvila e o projecto “Museu na Aldeia” pela Sociedade Artística Musical dos Pouso e 26 municípios da Região Centro. Ainda organiza anualmente o “Urban Audiovisual Festival”, através da Associação Descalçada.

Ana Maria Bettencourt é licenciada em Psicologia pela Universidade de Paris VIII – Vincennes e doutorada em Ciências da Educação na Universidade de Paris V- Sorbonne. É professora emérita do Instituto Politécnico de Setúbal (2020), tem coordenado e acompanhado inovações educativas relacionadas com a educação para o desenvolvimento sustentável, a educação para a cidadania, a luta contra a exclusão educativa, tendo orientado trabalhos de investigação cooperativa e formação em contexto de professores, designadamente em Setúbal, em Vialonga e nos Açores. Foi presidente do Conselho Nacional de Educação (2009 a 2013). 

Sérgio Gaitas é licenciado em Psicologia da Educação pelo ISPA-IU, mestre em Psicologia da Educação pelo ISPA-IU em colaboração com a Université de Provence, doutorado em Ciências da Educação pela Université Toulouse Le Mirail e em Psicologia da Educação pelo ISPA-IU. Tem desenvolvido trabalho com os diferentes intervenientes no contexto educativo, com o objetivo de promover o sucesso educativo de todos os alunos. Tem igualmente trabalhado na formação inicial e contínua de professores e psicólogos da educação. Atualmente é Diretor Pedagógico da Escola d’A Voz do Operário da Graça e Professor Auxiliar no ISPA-IU.  

Sérgio Niza é doutor honoris causa pela Universidade de Lisboa e Diretor do Centro de Formação de Professores do Movimento da Escola Moderna. Promove, desde 1963, inovação metodológica e formação de professores no âmbito da educação escolar e da integração educativa e social de crianças e jovens com necessidades especiais de educação, tendo introduzido a educação bilingue de surdos (1983). Foi membro do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores (1996–2008) e membro do Conselho Nacional de Educação (desde 2010). Parte substancial das suas publicações foram reunidas por A. Nóvoa, F. Marcelino e J. Ramos do Ó, em Sérgio Niza, escritos sobre educação (2015).

Alice Azevedo, licenciada em Estudos Artísticos – Artes do Espetáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, frequenta atualmente o mestrado de Estética e Estudos Artísticos na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Ativista Trans, Feminista e Queer. Integra a comissão organizadora da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, integrou o coletivo Panteras Rosa, integrou a direção da rede ex aequo para o mandato de 2019 e foi co-fundadora da Transmissão: Associação Trans e Não-Binária. É atriz, tendo integrado o GTSC-Grupo de Teatro Sai de Cena, recentemente co-autorou a peça “Tágides, Exemplares” para o projecto “Essenciais” do Teatro do Bairro Alto. É operadora de call center e também opina sobre classe.

Miguel Vale de Almeida, Doutorado em Antropologia, é professor no ISCTE-IUL e investigador do CRIA, onde dirigiu, até 2015, a revista “Etnográfica”. A sua pesquisa – com trabalho de campo em Portugal, Brasil, Espanha e Israel/Palestina – tem versado questões de género e sexualidade, bem como etnicidade, “raça” e pós-colonialismo. Tem vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro, destacando-se “Senhores de Si: Uma Interpretação Antropológica da Masculinidade”, “Um Mar da Cor da Terra: ‘Raça’, Cultura e Política da Identidade”, “Outros Destinos: Ensaios de Antropologia e Cidadania”, “A Chave do Armário. Homossexualidade, casamento, família”, sendo o mais recente “Aliyah. Estado e Subjetividade entre Judeus Brasileiros em Israel/Palestina”. Além de cronista, escritor e blogger, tem sido ativista dos direitos LGBT e foi eleito Deputado à Assembleia da República em 2009, tendo estado envolvido na aprovação do casamento igualitário.