EducAljube

O Museu do Aljube Resistência e Liberdade é um espaço de memória, da resistência à ditadura e de luta pela liberdade. A todos desafiamos à reflexão crítica e à abordagem da memória enquanto património cultural e construção de identidade comum.
O questionamento e o espírito crítico fazem parte do nosso dia-a-dia, a valorização das liberdades, direitos e garantias é uma prática diária na nossa atividade, o compromisso com uma cultura de diálogo e compreensão é uma das razões da nossa existência.
Descarrega o programa EducAljube 2021/2022
© Patrícia Guimarães

+ Novos e Famílias

Com Garras e Dentes: Fábulas de Animais Livres e Resistentes

Numa parceria com o coletivo de artistas “Apanha Palavras”, recebemos «Com Garras e Dentes: Fábulas de Animais Livres e Resistentes», a partir de contos africanos, em homenagem a Luandino Vieira, Nelson Mandela e tantas e tantos outros. Nas segundas manhãs de domingo de cada mês, acolhemos programação para os mais novos, do teatro à dança, da música à ilustração, numa reflexão performativa sobre a liberdade e os direitos humanos.

Museu do Aljube 4º Piso
Duração: 50 minutos

Pré-inscrição através de inscricoes@museudoaljube.pt
Sujeito a lotação do espaço

Próximas sessões:

  • 10 outubro – 11h

Fábulas de Luandino Vieira “Era um dia”… ou melhor, era uma noite, um morcego.
Esta é a história de “Dimandondo, o morcego dos três nomes”, que come de noite e dorme de dia. Luandino Vieira conta-nos que ouviu esta fábula na cadeia da PIDE, em Luanda, em 1962, narrada por um prisioneiro de Cabinda, que um dia foi levado de avião e nunca mais foi visto. Em “Kiombokiadimuka e a liberdade”, temos um porco e um javali, que se debatem precisamente com as consequências das suas escolhas. Nas duas fábulas, a liberdade exige esperteza e resiliência, e tem sempre um preço.

  • 14 novembro – 11h

Fábulas africanas escolhidas  por Nelson Mandela
As lebres aparecem em muitas fábulas africanas. São rápidas, espertas e matreiras. Também muitas crianças, mesmo pequeninas, mesmo desobedientes, podem ser corajosas e desafiar monstros terríveis, do tamanho de árvores, escuros como a noite e com dentes tão grandes como presas de javali. Será alegoria, será mentira? Como escreve Mandela: “Na verdade, na verdade, nem tudo o que vão ouvir corresponde à realidade”, mas esta é a nossa história, tal como a contamos. “Tenham gostado ou não, levem-na para outros lugares e tragam-ma de volta.”

Ficha Técnica

Autoria, Direção Artística e Coordenação Geral – Paula Pina;
Equipa Artística – Interpretação – Ana Isabel Gonçalves, André Moraes, Paula Pina, Rita Faria;
Música, Sonoplastia e Coreografia – André Moraes, Paula Pina;
Equipa Técnica – Som, Luz, Vídeo e Fotografia – Mariana Dionísio, João Sanches;
Figurinos e Cenografia – Marta Fernandes da Silva.