Centro de Documentação

Abril em Maio. Do Golpe à Revolução.

O Dossiê do Mês é dedicado a Maio de 1974. Após o golpe de 25 de Abril, Portugal conhece a explosão da ação dos movimentos sociais que abre caminho à revolução, à plena democratização do país, ao desmantelamento das principais estruturas da ditadura e ao arranque da descolonização.

55 anos do Assassinato de Humberto Delgado e Arajaryr Campos. 13 de fevereiro de 1965.

Nos 55 anos do assassinato do general Humberto Delgado e de Arajaryr Campos, no dia 13 de fevereiro de 1965, o Dossiê do Mês é dedicado ao “general sem medo” que, no calor da campanha para as eleições presidenciais de 1958, afirmara premonitoriamente estar “pronto a morrer pela liberdade”.

Operação Angola

Com o começo das operações militares em Angola em 1961, cerca de cem estudantes africanos procuram sair de Portugal para se juntarem aos movimentos de libertação. Sessenta deles participam na grande fuga de junho de 1961, conhecida como a “Operação Angola”.

Crise académica – Coimbra,1969

A 17 de abril de 1969 começava aquilo que ficaria na história como a crise académica de Coimbra. Exigindo a democratização do ensino, a luta estudantil, energicamente reprimida pelo regime, prolongou-se e transformou-se num dos principais momentos de contestação ao Estado Novo, já liderado por Marcelo Caetano, a braços com uma interminável guerra colonial, desfasado do tempo e do mundo e aproximando-se do seu fim.

II Congresso Republicano de Aveiro. 15, 16 e 17 de maio de 1969

II Congresso Republicano de Aveiro. 15, 16 e 17 de maio de 1969. Já depois de Marcelo Caetano ter substituído Salazar, a oposição reúne-se entre 15 e 17 de maio de 1969, sob o signo da unidade e com as eleições de outubro em vista, no II Congresso Republicano em Aveiro, momento crucial de união das oposições que, no entanto, surgiriam separadas nas urnas em outubro desse ano.

“Revolta da Sé” – 60 anos

O Dossiê do Mês de março é dedicado à “Revolta da Sé”, cuja conspiração decorreu na Sé Patriarcal de Lisboa, bem perto da então Prisão do Aljube.
Protagonizado por civis e militares, impulsionado sobretudo por católicos, com a participação de outros setores da oposição, o golpe deveria ter saído na noite de 11 para 12 de março de 1959, mas acabou frustrado pela PIDE.
O Museu do Aljube divulga a memória, partilhada numa sessão de “Vidas Prisionáveis”, de Jaime Conde, jovem da Marinha Mercante próximo de Manuel Serra, que seria preso no Aljube na sequência da sua participação no golpe.

Candidatura do general Norton de Matos. Eleições presidenciais de 1949

O Museu do Aljube Resistência e Liberdade tem no seu espólio, doado por Aristides Augusto Gonçalves Leitão, em 2018, no âmbito dos Dias da Memória, o desdobrável do grande comício da campanha eleitoral do general Norton de Matos realizado no campo de futebol do Salgueiros a 9 de janeiro de 1949.
O Dossiê do Mês de fevereiro é dedicado às eleições presidenciais de 13 de fevereiro de 1949 e à candidatura da oposição democrática protagonizada por Norton de Matos.

Fuga pelos Pirenéus de Jaime Cortesão

A 23 de janeiro de 1939, com as forças franquistas às portas de Barcelona, Jaime Cortesão integra a grande fuga em direção a França, através dos Pirenéus.

Revolta dos Marinheiros

Em 8 de setembro de 1936 um grupo de marinheiros dos navios Bartolomeu Dias, Dão e Afonso de Albuquerque decidiu enfrentar a Ditadura. Para muitos, a ousadia custou-lhes a vida. 

Revolta do Castelo, 90 Anos Depois

Três disparos, feitos a partir do Batalhão de Caçadores 7, no Castelo de S. Jorge, dão início a mais um movimento revolucionário contra a Ditadura Militar. São 9 da noite do dia 20 de julho de 1928, há 90 anos. Ficará conhecida por Revolta ou Revolução do Castelo mas, apesar do nome, não se limita à capital, tendo movimentado tropas e civis em vários outros pontos do país.