Museu do Aljube Resistência e Liberdade
Dedicado à história e à memória do combate à ditadura e ao reconhecimento da resistência em prol da liberdade e da democracia.

É um sítio musealizado e um museu histórico que pretende preencher uma lacuna no tecido museológico português, projetando a valorização da memória de luta contra a ditadura na construção de uma cidadania esclarecida e responsável e assumindo a luta contra o silenciamento desculpabilizante, e muitas vezes cúmplice, do regime ditatorial que dirigiu o país entre 1926 e 1974.

Saiba mais sobre o museu
Horário de abertura

Aberto diariamente das 10h00 às 18h00. Encerra segundas-feiras e nos feriados de 1 de janeiro, de 1 de maio e de 25 de dezembro.

Exposição Permanente

A Exposição Permanente do Museu apresenta aos visitantes uma caracterização geral do regime ditatorial português (1926-1974), os seus meios de opressão sobre a população (através da Censura e da ação repressiva das polícias e dos tribunais políticos), os meios de resposta das oposições, semi-legais e clandestinas, e ainda aspetos da luta anticolonial que induziu os militares ao derrube do regime por golpe militar, em 1974. No piso -1, os visitantes podem ainda ver parte das estruturas do edifício onde está alojado o Museu e uma mostra arqueológica levantada do seu subsolo.

Exposição Temporária

the portuguese prison photo project

11 de Maio a 29 de Setembro de 2019

the portuguese prison photo project proporciona um olhar sobre sete prisões portuguesas contemporâneas. Da maior e mais antiga prisão, que data de 1880, à mais recente, inaugurada em 2004.
As imagens, captadas por dois fotógrafos, um português (Luís Barbosa) e um suíço (Peter M. Schulthess), mostram abordagens e perspetivas distintas e são complementadas por outras, históricas, provenientes dos arquivos nacionais.

Lembra-se

"Aljube, 1958"

Raul Antero Pedroso Gonçalves – Lisboa

“(…) Lemos da Silva (…) ensaiou outra táctica: ´sabe que pela Constituição Portuguesa não é proibido ir a Moscovo?’ (…) Pedro (…) respondeu à letra: ‘Pois então se não é proibido; eu fui’. (…) Levem o preso para o depósito (…) O arrepiante Aljube. (…) cela 3 (…) 1m2 de superfície (…) num postigo de 9cm x 17cm (…) Dizem que a partir daí, o Pedro nunca mais parou de rir. (…) Por mais bem guardada que seja uma prisão (…) é impossível prender o pensamento (…) Um tilintar de chaves vem chamá-lo à realidade. (…) Prepare-se para ir à Polícia.”