Museu do Aljube Resistência e Liberdade
Dedicado à história e à memória do combate à ditadura e ao reconhecimento da resistência em prol da liberdade e da democracia.

É um sítio musealizado e um museu histórico que pretende preencher uma lacuna no tecido museológico português, projetando a valorização da memória de luta contra a ditadura na construção de uma cidadania esclarecida e responsável e assumindo a luta contra o silenciamento desculpabilizante, e muitas vezes cúmplice, do regime ditatorial que dirigiu o país entre 1926 e 1974.

Saiba mais sobre o museu
Horário de abertura

Terça a Sexta das 11h às 17h; Sábados e Domingos das 10h às 18h. Encerra segundas-feiras e nos feriados de 1 de janeiro, de 1 de maio e de 25 de dezembro.

Exposição Permanente

A Exposição Permanente do Museu apresenta aos visitantes uma caracterização geral do regime ditatorial português (1926-1974), os seus meios de opressão sobre a população (através da Censura e da ação repressiva das polícias e dos tribunais políticos), os meios de resposta das oposições, semi-legais e clandestinas, e ainda aspetos da luta anticolonial que induziu os militares ao derrube do regime por golpe militar, em 1974. No piso -1, os visitantes podem ainda ver parte das estruturas do edifício onde está alojado o Museu e uma mostra arqueológica levantada do seu subsolo.

Exposição Temporária

Os Olhos da Memória, de Armindo Cardoso

12 de Novembro de 2020 a 10 de Janeiro de 2021

As fotografias expostas no Museu do Aljube Resistência e Liberdade contam-nos a história recente de um país, o tempo entre a revolução, no ano de 1975, e o período pós-revolucionário, entre 1976 e 1980. O olhar de Armindo Cardoso percorre momentos críticos do processo revolucionário em curso, como o 1º de maio de 1975 ou o cerco à Assembleia Constituinte, mas também os anos de “refluxo”, de “contrarrevolução” ou de “normalização”, consoante as narrativas.

Conte-nos a sua história

Bonecos da Cadeia para Alfredo – Censurados

Adelino Pereira da Silva

Reproduzimos quatro postais desenhados e articulados que Adelino Pereira da Silva fez na prisão para o seu filho Alfredo. Em todos pode ver-se o carimbo com a frase “Cadeia do Forte de Peniche – Censura”. Adelino Pereira da Silva foi preso pela PIDE em 1963. Esteve no Aljube, em Caxias e em Peniche. Foi libertado em 1969. São desses tempos algumas das memórias que partilhou connosco.