Domingos Abrantes e Maria da Conceição Matos
Biografia
Antifascista, militante comunista e funcionária do PCP, Maria da Conceição Rodrigues de Matos Abrantes foi presa duas vezes durante a ditadura. Barbaramente torturada, espancada e humilhada pela PIDE, resistiu aos métodos mais cruéis e violentos até então infligidos a uma mulher sem nunca falar.
Nasceu em 1936, em São Pedro do Sul, aos 18 anos ingressa no MUD Juvenil, liga-se ao PCP e torna-se funcionária, passa à clandestinidade com Domingos Abrantes. São ambos presos em 21 de Abril de 1965.
Libertada em 1966, integra-se na Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Em Setembro de 1968 volta a ser presa. Um ano depois, casa-se oficialmente com Domingos na cadeia de Peniche. Após a libertação do companheiro, em 73 vão clandestinos para Paris.
Combatente antifascista, dirigente do MUD Juvenil, militante, funcionário e destacado dirigente do PCP, Domingos Abrantes Ferreira, nasceu a 19 de janeiro de 1936 em Vila Franca de Xira.
Preso duas vezes, resistiu aos mais violentos métodos de tortura da PIDE, sem nunca falar. Na primeira vez, em 1959, foi encarcerado durante meses nos “curros” do Aljube. Participa depois na célebre fuga de Caxias. De volta à clandestinidade, é colocado na margem sul. Em 21 de Abril de 1965 é preso. Libertado em 23 de março de 1973, em fevereiro de 1974 retorna à clandestinidade. Vai para Paris, com Conceição Matos, assumir responsabilidades na organização do partido na emigração.
Regressam a Portugal no dia 30 de Abril de 1974, ao lado de Álvaro Cunhal, no “avião da Liberdade”.
Data de Recolha: 07.10.2015
Palavras-Chave: Prisão do Aljube, Caxias, Tortura, Interrogatórios, Violência, PIDE, Mulheres, Clandestinidade, PCP, Fuga de Caxias.