Ilustração © Patrícia Guimarães

Com Garras e Dentes – Fábulas de Animais Livres e Resistentes

14 de Novembro de 2021 - 11h00
Auditório Museu do Aljube

Nas segundas manhãs de domingo de cada mês, acolhemos programação para os mais novos, do teatro à dança, da música à ilustração, numa reflexão performativa sobre a liberdade e os direitos humanos.

Museu do Aljube 4º Piso
Duração: 50 minutos

Pré-inscrição através de inscricoes@museudoaljube.pt
Sujeito a lotação do espaço

  • 14 novembro – 11h

Fábulas africanas escolhidas  por Nelson Mandela As lebres aparecem em muitas fábulas africanas. São rápidas, espertas e matreiras. Também muitas crianças, mesmo pequeninas, mesmo desobedientes, podem ser corajosas e desafiar monstros terríveis, do tamanho de árvores, escuros como a noite e com dentes tão grandes como presas de javali. Será alegoria, será mentira? Como escreve Mandela: “Na verdade, na verdade, nem tudo o que vão ouvir corresponde à realidade”, mas esta é a nossa história, tal como a contamos. “Tenham gostado ou não, levem-na para outros lugares e tragam-ma de volta.”

Sessões Anteriores

  • 16 maio / 10 outubro– 11h

Numa parceria com o coletivo de artistas “Apanha Palavras”, começaremos «Com Garras e Dentes: Fábulas de Animais Livres e Resistentes, fábulas de animais livres e resistentes», a partir de contos africanos, em homenagem a Luandino Vieira, Nelson Mandela e tantas e tantos outros.

“Há duas espécies de serpentes: as serpentes boas e as serpentes más. As serpentes boas fazem coisas boas e as serpentes más fazem coisas más. Como as fadas e os homens, nem todas as serpentes são iguais! Podem usar os seus poderes para fazer o bem…para salvar, para curar. Ou podem fazer o mal: torturando, devorando, envenenando. Já agora, sabem que “al-jubb” é uma palavra de origem árabe que pode significar poço, cisterna, caverna, lugar escuro, masmorra ou prisão? Dizem que as serpentes gostam destes locais para viver…”

  • 13 junho / 12 setembro – 11h

Fábulas de Luandino Vieira “Era um dia”… ou melhor, era uma noite, um morcego. Esta é a história de “Dimandondo, o morcego dos três nomes”, que come de noite e dorme de dia.
Luandino Vieira conta-nos que ouviu esta fábula na cadeia da PIDE, em Luanda, em 1962, narrada por um prisioneiro de Cabinda, que um dia foi levado de avião e nunca mais foi visto.
Em “Kiombokiadimuka e a liberdade”, temos um porco e um javali, que se debatem precisamente com as consequências das suas escolhas. Nas duas fábulas, a liberdade exige esperteza e resiliência, e tem sempre um preço.

Ficha Técnica

Autoria, Direção Artística e Coordenação Geral – Paula Pina;
Equipa Artística – Interpretação – Ana Isabel Gonçalves, André Moraes, Paula Pina, Rita Faria;
Música, Sonoplastia e Coreografia – André Moraes, Paula Pina;
Equipa Técnica – Som, Luz, Vídeo e Fotografia – Mariana Dionísio, João Sanches;
Figurinos e Cenografia – Marta Fernandes da Silva.

Outros eventos

“A Guerra Guardada” – Visita Orientada com Aniceto Afonso
Uma visita à exposição "A Guerra Guardada – Fotografias de Soldados Portugueses em Angola, Guiné e Moçambique (1961-74)" com Aniceto Afonso.
16 de Março de 2022 - 16h00
CICLO DE CINEMA | Natal 71 & Deus Não Quis
Dia 25 de fevereiro teremos a segunda sessão do ciclo de cinema integrado na exposição "A Guerra Guardada".
25 de Fevereiro de 2022 - 16h00
Fragmentos do espetáculo Corpo Suspenso, Rita Neves
Inserido na programação paralela da exposição "A Guerra Guardada", recebemos os "Fragmentos do espetáculo Corpo Suspenso" de Rita Neves, seguido de conversa.
19 de Fevereiro de 2022 - 16h00
“A Guerra Guardada” – Visita Orientada pelas curadoras
Uma visita à exposição "A Guerra Guardada – Fotografias de Soldados Portugueses em Angola, Guiné e Moçambique (1961-74)" pelas curadoras Maria José Lobo Antunes e Inês Ponte.
9 de Fevereiro de 2022 - 16h00