Lembra-se?

Poemas Escritos na Cadeia do Aljube

Doação De Rosalina Ramos e Maria Beatriz Ramos Viegas – Lisboa

As irmãs Maria Rosalina Ferreira Ramos e Maria Beatriz Ferreira Ramos Viegas doaram ao Museu do Aljube algumas memórias do pai – Deodato Medeiros Ramos – que esteve preso na Prisão do Aljube em 1932 e em Caxias em 1947.

Deodato Medeiros Ramos nasceu em S. Miguel, Açores, em 5 de dezembro de 1909, e tinha como profissão guarda-livros.

As irmãs muito pouco sabem da faceta de resistente do pai, que morreu muito cedo, para além de ter sido preso em 1932 por ter apoiado a “Revolta da Madeira” de 1931.

Foi ainda um destacado elemento do Socorro Vermelho Internacional e em 1947 regressou à prisão, desta vez para Caxias, pela ligação ao Movimento de Unidade Democrática (MUD) e por subscrever, nomeadamente, as reivindicações de melhores condições de assistência aos presos do Campo de Concentração do Tarrafal.

Reproduzimos, do espólio doado, 3 poemas escritos na Cadeia do Aljube, por alguém que Rosalina Ramos e Beatriz Viegas desconhecem, datados de 14, 15 e 16 de novembro de 1932, um dos quais dedicado ao pai, Deodato Ramos.

A única menção de autoria é a assinatura igual que consta nos 3 poemas, que se presume ser “M Leiria”.

Poemas Escritos na Cadeia do Aljube