“A Revolta dos Marinheiros, Tarrafal e as Ilhas-prisão”
Nesta segunda conversa do ciclo “1926-1936. A Coragem de Resistir” , Luísa Tiago Oliveira e Victor Barros abordam diferentes expressões da resistência à Ditadura Militar e ao Estado Novo, cruzando a história das lutas políticas e sociais com a memória da repressão colonial. Da Revolta dos Marinheiros às experiências de deportação e encarceramento no Tarrafal e noutras ilhas-prisão, a conversa propõe uma reflexão sobre os mecanismos de repressão, as formas de resistência e a construção da memória histórica destes acontecimentos.
Luísa Tiago de Oliveira concluiu o Doutoramento em História Moderna e Contemporânea em 2000 pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e Licenciatura em História em 1981 pela Universidade de Lisboa. É Professora Associada no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e investigadora integrada do CIES. Historiadora, colabora frequentemente com colegas de outras Ciências Sociais.
Tendo trabalhado inicialmente em história política e social do século XIX, em seguida trabalhou no estudo dos movimentos sociais, políticos e culturais do século XX, nomeadamente sobre culturas de resistência ao Estado Novo, sobre o activismo estudantil no Estado Novo e no contexto revolucionário, e sobre o Movimento das Forças Armadas e a revolução portuguesa (1974-1976). Recorre frequentemente à História Oral entre outras metodologias de trabalho.
Vítor de Barros, investigador cabo-verdiano doutorado em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra e atualmente ligado ao Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa, tem-se dedicado ao estudo da memória colonial, dos monumentos e das comemorações históricas em África, com particular enfoque em Cabo Verde. A sua obra Comemorações da Memória do Império nas Colónias durante o Estado Novo: Usos Públicos da História, Colonialismo e Colonização de Imaginários foi distinguida com o Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto (2019-2020).