A revolução antes da Revolução

13 de Abril de 2022 - 18h00
AUDITÓRIO DO MUSEU DO ALJUBE

Com Vasco Lourenço, Carlos Matos Gomes e Martins Guerreiro

Biografias

Vasco Correia Lourenço, nasceu em 19 de Junho de 1942, em Lousa, Castelo Branco. Concluídos os estudos secundários em Castelo Branco, ingressou na Academia Militar em 1960, onde se licenciou em Ciências Militares, Infantaria. Promovido a alferes em 1964, a tenente em 1966 e a capitão em 1968. Prestou serviço em Abrantes, Mafra e Caldas da Rainha, antes de comandar a C.Caç 2549 na Guiné (1969/71). Adquiriu as especialidades de Testador e Criptólogo. Integrando desde o início o Movimento dos Capitães, coordenou a organização da sua primeira reunião em 9 de Setembro de 1973, vindo a pertencer à sua Comissão Coordenadora e à sua Direcção. Transferido compulsivamente para os Açores em 15 de Março de 1974, foi substituído como responsável operacional pelo Otelo Saraiva de Carvalho. Único oficial que pertenceu sempre aos órgãos de cúpula do Movimento dos Capitães (CC e Dir.) e do MFA (CCPMFA, CE, C20 e CR). Moderador das reuniões destes órgãos e seu porta-voz, bem como da Assembleia do MFA e da Assembleia do Exército. Membro do primeiro Conselho da Arma de Infantaria e das comissões que aprovaram os dois Pactos MFA-Partidos. Primeiro subscritor do documento dos Nove, é nomeado para comandante da RML, nomeação que está na origem do 25 de Novembro de 1975. (graduado em brigadeiro). Nomeado Governador Militar de Lisboa em Agosto de 1976 e graduado em general. Aí se manteve, até Abril de 1978. Terminado o CR, regressa ao Exército à CHERET, como major. Promovido a tenente-coronel, passa à situação de reserva, a seu pedido em 1987, Posteriormente é promovido a coronel (Lei n.º 43/99) Presidente das comemorações oficiais do 25 de Abril de 1979 e 1999, obteve o Curso de Defesa Nacional e é co-autor dos livros No Regresso Vinham Todos (em conjunto com militares da sua companhia, conta a experiência na Guiné); MFA – Rosto do Povo (entrevista sobre o 25 de Abril) e Do Interior da Revolução (entrevista sobre a sua vida, nomeadamente a guerra colonial e o 25 de Abril, até Abril de 1976). Das várias condecorações que possui, destacam-se a Grã Cruz da Ordem da Liberdade e a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Presidente da Direcção da Associação 25 de Abril, desde a sua fundação em Outubro de 1982.

Manuel Martins Guerreiro, nasceu a 11 de Outubro de 1940 em S. Brás de Alportel. Reformado do ECN/RES (Engenheiro Construtor Naval na Reserva da Armada). Cursou a Escola Naval, de 1959 a 1962 – licenciatura em ciências militares e náuticas e Engenharia Naval e Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Génova (Itália), de 1965 a 1969. Participou ativamente na organização do movimento político na Marinha desde 1970 e na preparação do 25 de Abril de 1974. Integrou os vários órgãos do MFA – Movimento das Forças Armadas. Chefiou o Gabinete do Chefe do Estado Maior da Armada, 1974/1975. Fez parte do Conselho de Revolução desde a sua criação, 1975, até à sua extinção em 1982. Foi promovido a Guarda-Marinha em 1962 e, sucessivamente, aos vários postos até Contra-Almirante que atingiu em 1997, passando à reserva por limite de idade, em outubro de 1999. Foi condecorado com as medalhas de serviços distintos e mérito militar, possui, além de outras, a Grã Cruz da Ordem da Liberdade que lhe foi atribuída pelo Presidente da República, pela sua participação no 25 de Abril de 1974. Foi Presidente do Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S.A., desde 4 de janeiro de 2002 a 5 de abril de 2004. Foi elemento do grupo de trabalho dos estaleiros europeus que elaborou e apresentou à Comissão Europeia o Projecto “ Leadership 2015” para a indústria naval. É sócio de diversas Associações de natureza profissional, cultural e humanitária e movimentos cívicos e desempenhou funções nos órgãos sociais dos CMN – Clube Militar Naval, da Amnistia Internacional, do Círculo Teixeira Gomes e da Associação 25 de Abril de que é atualmente presidente do Conselho Fiscal. Pertence ao Grupo 1/Lisboa da Amnistia Internacional Portugal.

Carlos de Matos Gomes, nasceu em Vila Nova da Barquinha, em 1946. Coronel do Exército em situação de reforma, cumpriu três comissões na guerra colonial (Moçambique, Angola e Guiné), nas tropas especiais «comandos». Fez parte da primeira comissão coordenadora do Movimento dos Capitães, na Guiné. Pertenceu à Assembleia do MFA durante o ano de 1975. É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, em co-autoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra Colonial, Os Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra. Desde 1983, escreve obras de ficção (incluindo romances, contos, guiões de filmes e séries de TV), sob o pseudónimo Carlos Vale Ferraz. Recentemente publicou Angoche, depois de ter sido autor de obras como Nó Cego ou A Última Viúva de África (Prémio Literário Fernando Namora, 2018)

Sujeita à lotação da sala.
Inscrições para: inscricoes@museudoaljube.pt

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