Coragem Hoje, Abraços Amanhã

8 a 30 de Abril de 2021
Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Coragem hoje, abraços amanhã é uma mensagem de apoio partilhada entre as mulheres detidas pela PIDE durante a ditadura. No reduto norte da prisão de Caxias, comunicavam através de sons na parede e palavras sussurradas de apoio e coragem.

No ano em que se celebram 47 anos da Revolução de Abril, a EGEAC, Abril em Lisboa e o Museu do Aljube Resistência e Liberdade prestam homenagem à memória dos resistentes antifascistas e à luta pela liberdade.

Num momento em que a pandemia limita contactos e condiciona encontros façamos da inspiração na resistência a resiliência necessária para dias melhores.  

Lançamos ainda um desafio coletivo: colar à janela o cartaz “Coragem, hoje abraços amanhã”, transformando assim esta frase numa mensagem global de esperança num futuro melhor.

Viva o 25 de Abril!

Descarregue a sua imagem preferida dos diversos cartazes e papeis de parede disponíveis.

Programação

Para além do espectáculo “Amores na Clandestinidade”, o Museu do Aljube Liberdade e Resistência evoca também o 25 de abril com a exposição “8998 Pomar” que nos mostra uma seleção de desenhos, gravuras e pinturas do pintor Júlio Pomar, num feliz encontro com o Museu-Atelier Júlio Pomar; uma conversa com Margarida Tengarrinha em torno do seu livro “Memórias de uma Falsificadora” e uma peça de teatro baseada na mesma obra; um peddy paper “Pelos Caminhos da Liberdade”; uma visita orientada à exposição de longa duração do museu e um concerto intimista com o músico Rogério Charraz e o compositor João Monge a partir do álbum “Cantigas do Maio” de Zeca Afonso.

8 de abril a 30 de junho
Exposição Temporária “8998 POMAR” 
(Espaço das Exposições Temporárias, 4º Piso – Museu do Aljube)

Um feliz encontro entre o Atelier-Museu Júlio Pomar e o Museu do Aljube Resistência e Liberdade deu origem a esta exposição onde se apresenta uma seleção de diferentes núcleos de desenho, gravura e pintura, mas também documentos alusivos a obras e episódios de censura que remetem para o período de clausura, e de perseguição pela PIDE ao pintor Júlio Pomar. Poucos ainda sabem, ou melhor, menos dos que seria necessário, que o pintor foi o preso n.º 8998 do Registo Geral de Presos da PIDE, e que esteve preso em Caxias, entre março e agosto de 1947, devido à sua participação em ações de resistência ao regime.

Curadoria de Sara Antónia Matos e Rita Rato

22 de abril, 18h30
Memórias de Uma Falsificadora”, Conversa com Margarida Tengarrinha 
(Online)

A partir do seu livro conversamos com Margarida Tengarrinha sobre as suas memórias de clandestinidade e resistência ao fascismo.

Sessão Transmitida Online nas Redes Sociais do Museu.

24 de abril, 10h – ESGOTADO
Peddy-paper – “Pelos Caminhos da Liberdade”

Percorrer os caminhos dos que abriram as portas de Abril – do Terreiro do Paço ao Largo do Carmo, da Misericórdia à antiga sede de PIDE, na Rua António Maria Cardoso. Partimos à descoberta de alguns dos locais e momentos determinantes do dia 25 de Abril de 1974, abordando a temática da resistência à ditadura, o percurso e a história da conquista da liberdade.

Adequado para maiores de 10 anos;
Duração: 90 minutos;
Ponto de encontro: entrada do Museu do Aljube;
Recomenda-se calçado de caminhada;
Obrigatório uso de máscara.

Inscrição obrigatória e mediante o limite máximo de participantes por grupo: inscricoes@museudoaljube.pt

24 e 25 de abril, 10h – ESGOTADO
Visita Orientada à Exposição de Longa Duração 
(Museu do Aljube)

Os visitantes iniciam o percurso museológico no memorial de homenagem aos presos políticos e no painel sobre a história do edifício; no piso 1, a caracterização do regime ditatorial português (1926-1974), os seus meios de repressão e opressão (a censura, as polícias e os tribunais políticos). No piso 2, a resistência das oposições (semi-legais e clandestinas), a prisão, a tortura, os curros de isolamento. No piso 3, a luta anticolonial e os movimentos independentistas de libertação, o derrube da ditadura e o 25 de Abril de 1974.

Inscrição obrigatória e mediante o limite máximo de participantes por grupo: inscricoes@museudoaljube.pt

25 de abril, 11h – ESGOTADO
Concerto 50 Anos das “Cantigas do maio” de Zeca Afonso
(Auditório do Museu do Aljube)

Concerto intimista com o músico Rogério Charraz e o compositor João Monge a partir do álbum “Cantigas do Maio” de Zeca Afonso.

Inscrição obrigatória e mediante os lugares existentes para: inscricoes@museudoaljube.pt

26, 27, 28 e 30 de abril, 19h – ESGOTADO
Teatro – Rascunhos: Memórias de uma Falsificadora 
(Auditório do Museu do Aljube)


Joaquim Horta adapta ao teatro o livro de Margarida Tengarrinha Memórias de Uma Falsificadora – A Luta na Clandestinidade pela Liberdade em Portugal, que conta como a autora usou a sua habilidade de artista plástica e estudante de Belas Artes ao serviço da falsificação de documentos, garantindo o trabalho dos resistentes à ditadura de Salazar.
A vontade de adaptar Memórias de Uma Falsificadora parte de uma frase escrita por Margarida Tengarrinha no seu livro: “Quando leio relatos de vários camaradas, que já foram publicados, constato que falam de factos políticos importantes, momentos altos e heróicos da luta, mas nunca abordam estas questões do quotidiano que nós, mulheres, vivemos pacientemente. Será que foi menos heróico aquele nosso dia-a-dia desgastante e obscuro?”
É pensando num retrato do quotidiano no período entre 1948 a 1974 que o ator e encenador parte para este novo espetáculo, usando as palavras e ideias de Margarida Tengarrinha.

Ficha Artística
Encenação: Joaquim Horta
Interpretação: Catarina Requeijo

Evento gratuito. Reservas de bilhete até às 12h do dia do espetáculo.
Inscrição obrigatória e mediante os lugares existentes para: inscricoes@museudoaljube.pt

Outros eventos

Teatro – Amores na Clandestinidade [Online]
Este trabalho de teatro documental analisa as relações afetivas e familiares através de entrevistas feitas às pessoas que participaram na luta antifascista em Portugal, assim como aos seus filhos que cresceram acompanhando os seus pais e, muitas vezes, na ausência destes. Espectáculo Gratuito, gravado no Museu do Aljube. Transmissão Online. Inscrições obrigatórias.
16 a 21 de Abril de 2021
Há 50 anos: Julgamento de Joaquim Pinto de Andrade, nacionalista angolano – Conversa Online
No ano em que se assinala os 50 anos do julgamento de Joaquim Pinto de Andrade, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade junta-se a Diana Andringa, Ferreira Fernandes, Mário Brochado Coelho, Adolfo Maria e Ondjaki, para uma conversa que será transmitida online, dia 30 de março às 15h.
30 de Março de 2021 - 15h00
Visita Orientada Mensal
SESSÃO ADIADA
30 de Janeiro de 2021 - 10h00