“Paz – memórias de lutas e de mulheres comprometidas com sua defesa”
A voz das mulheres na luta pela Paz e Progresso no Mundo
As mulheres e as suas organizações progressistas sempre devotaram à causa da Paz – como bem supremo da Humanidade – o seu maior interesse, esforço e empenho em todo o Mundo.
Em todos os conflitos e cenários de guerra mundiais, as mulheres foram e continuam a ser agentes de paz, defensoras de negociações e da resolução pacífica dos conflitos. Desempenharam, em diferentes contextos históricos e geográficos, um papel fundamental na resistência, na denúncia da guerra, na reconstrução dos seus países, na luta por liberdade e justiça e na defesa da vida.
As guerras são indissociáveis da fome, das desigualdades sociais, económicas e da igualdade. As guerras e o militarismo sempre foram entraves à luta de libertação das mulheres.
Em Portugal, muitas raparigas e mulheres antifascistas fizeram ouvir a sua voz contra o franquismo e a guerra civil de Espanha e a 2ª Grande Guerra Mundial, a favor do Apelo de Estocolmo, contra a bomba atómica, contra a guerra no Vietnam, contra a guerra colonial…
Actualmente, num mundo marcado pelo agravamento dos conflitos e cenários de guerra, pela corrida aos armamentos, pela militarização, pelo crescimento de discursos de ódio, pelo racismo, pela xenofobia e pela disputa de recursos naturais, a luta pela paz é a luta pela Vida.
A paz é uma exigência democrática, humanista e emancipadora. A sua defesa tem atravessado desde sempre a intervenção do MDM. Neste momento em que as forças da guerra espalham a destruição, o terror e o ódio sobre vários países de diferentes continentes, é urgente travar o perigo de uma guerra de longo alcance e de alastramento imprevisível.
Num quadro de uma extraordinária e perigosa ofensiva das forças conservadoras e de extrema- direita, torna-se cada vez mais urgente alargar os movimentos a favor da Paz, para com a sua vigorosa determinação travar os focos de guerra, lutar pela autodeterminação dos povos, por um mundo mais justo e livre, com igualdade de direitos e desenvolvimento sustentável.
Temos no MDM, temos em nós mulheres, historicamente o dever de agir pela Paz.