1ª Conferência Mundial sobre Mulher – México (1975): “Igualdade, Desenvolvimento e Paz”

50 anos do Ano Internacional da Mulher — “Igualdade, Desenvolvimento e Paz”

17 de Junho de 2025 - 18h00
AUDITÓRIO DO MUSEU DO ALJUBE

“A Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) foi autora da proposta de declaração do Ano Internacional da Mulher (AIM), aceite, em 1972, pelas Nações Unidas, para a sua realização, em 1975.

A Conferência Mundial do Ano Internacional da Mulher foi a primeira conferência das Nações Unidas sobre o estatuto das mulheres, acontecimento com grande repercussão em todo o mundo.

Nesse ano de 1975, Portugal encontrava-se em pleno processo revolucionário, e as mulheres souberam tomar nas suas mãos a construção de uma sociedade mais justa, sem guerras, lutando pelos seus direitos, e dando um contributo inestimável para o desenvolvimento e progresso do país.

O MDM aderiu com entusiasmo à resolução da ONU, ratificada pelo III Governo Provisório, de Vasco Gonçalves, cujos temas fundamentais eram: a igualdade, a paz e o desenvolvimento, tendo participado em vários encontros e conferências da FDIM de preparação das duas conferências mundiais. O MDM agarrou a oportunidade para congregar muitas mulheres e organizações dos mais diversos sectores da sociedade para em torno desses objectivos promover múltiplas actividades em Portugal.

Passados 50 anos do AIM, metade da população mundial de refugiados é constituída por mulheres e raparigas, há milhões a viverem em pobreza extrema, a não terem acesso à saúde, à educação, à habitação, a serem escravizadas e a sofrerem outras formas de violência.  

Em Portugal, todos os dias, as mulheres enfrentam obstáculos que limitam as suas vidas, no trabalho, no acesso à saúde sexual e reprodutiva, à habitação, à protecção social, à sobrecarga dos cuidados, em situações vexatórias e humilhantes, na vida cultural e política. 

Neste novo ciclo político, de ascenso e consolidação da direita e de forças mais reaccionárias e antidemocráticas, há justos receios e inquietações sobre o avanço dos retrocessos e de ferozes ataques aos valores de Abril. No futuro imediato, há um elevado risco da liberdade e a democracia económica, social cultural e participativa, sofrerem fortes ataques, colocando-se, por isso e também às mulheres, a necessidade de reforçar o movimento de resistência a políticas contrárias aos princípios e direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.   

Hoje, com igual entusiasmo lutamos para não permitir mais retrocessos na vida das mulheres, para concretizar a igualdade entre mulheres e homens, no respeito pelas diferenças, pela valorização do seu contributo no desenvolvimento e na Paz em todo o Mundo.

É uma verdade histórica que sem a participação da mulher não pode haver qualquer transformação social profunda. (MDM, 1975)”

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