Documentário “A maldição do Açúcar”

4 de Março de 2026 - 18h00
Auditório

A projeção contará com a presença da realizadora Mathilde Damoisiel e do historiador Miguel Bandeira Jerónimo.

Conhecemos os seus malefícios, mas não a sua história… Em cinco séculos, o açúcar construiu um império e moldou o nosso mundo. Escravatura, trabalho forçado, exploração da terra: nos lugares sacrificados à sua monocultura, ontem como hoje, esta investigação histórica revela o amargo preço da nossa dependência coletiva da sua doçura.

SINOPSE DO PRIMEIRO EPISÓDIO:

Flagelo para a saúde, o açúcar é também indissociável do capitalismo e dos crimes ligados à colonização e à escravatura.
“Quando trabalhamos nos engenhos de açúcar e a mó nos apanha o dedo, cortam-nos a mão; quando tentamos fugir, cortam-nos a perna: vivi ambas as situações. É a esse preço que comem açúcar na Europa”, relatava já Voltaire em Cândido, em 1759. Nessa época, o açúcar ganhava importância nos hábitos alimentares europeus: de 87 gramas por ano e por pessoa em 1600, o consumo atinge cerca de 9 quilos em 1800… Para responder a este crescimento desenfreado e altamente lucrativo, as grandes potências, encabeçadas pela França e Inglaterra, arrasaram florestas primárias para dar lugar ao cultivo da cana, reduziram populações indígenas à escravatura nas Caraíbas e, após o seu desaparecimento, recorreram aos africanos. Dos 12,5 milhões de escravos traficados, mais de metade foi escravizada para benefício das sociedades açucareiras.
Já no final do século XVIII, os capitais acumulados permitem investir e financiar a revolução industrial, sendo o açúcar usado para alimentar operários com calorias acessíveis e baratas…

Outros eventos

Visita o Aljube! Com LGP
A Visita Orientada do mês de Março à exposição longa duração do Museu do Aljube Resistência e Liberdade.
21 de Março de 2026 - 10h30
Leia Mulheres sobre Agustina Bessa-Luís
O Museu do Aljube volta a acolher a sessão do clube, que é dedicada ao livro "As Pessoas Felizes" de Agustina Bessa-Luís com moderação de Déa Paulino.
15 de Março de 2026 - 15h00
Manifestação popular no Porto, 1974. Em destaque Virgínia Moura, antiga presa política e resistente antifascista
Inauguração da exposição “Elas tiveram medo e foram”
Às 19h00 teremos atuação de Sallim, que para esta ocasião especial, traz canções inéditas do seu cancioneiro e algumas versões, daquelas que cabem na boca e, por muito que se cantem, nunca se gastam.
11 de Março de 2026 - 18h00
Formação de professores: Revolução, História e Memória
A partir da reflexão sobre o passado ditatorial marcado pela violação sistemática dos Direitos Humanos, valorizar a resistência à ditadura e o processo revolucionário de 1974 e 1975 como momento inédito de participação popular na conquista da democracia e de direitos e liberdades fundamentais em Portugal.
7 de Março de 2026 - 10h00