Manifestação popular no Porto, 1974. Em destaque Virgínia Moura, antiga presa política e resistente antifascista
Manifestação popular no Porto, 1974. Em destaque Virgínia Moura, antiga presa política e resistente antifascista

Inauguração da exposição “Elas tiveram medo e foram”

11 de Março de 2026 - 18h00
PISO 4

Após a exposição temporária “Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas” (2021), focamo-nos agora nas experiências das mulheres presas políticas. Quem foram? Como resistiram nas prisões? Como suportaram, quem as apoiou? Esta exposição tenta compreender melhor estas dimensões a partir das suas histórias de vida e continuar a aprofundar o conhecimento sobre este imenso património de resistência
à ditadura.

As mulheres resistiram à ditadura em todas as frentes. Algumas mergulharam na clandestinidade, viveram separadas das suas famílias e filhos durante anos a fio. Muitas outras foram presas e torturadas, algumas com os filhos. Outras exilaram e fugiram de um regime que as perseguia. Construíram redes de solidariedade poderosas e milhares abriram as portas das suas casas, acolheram e apoiaram generosamente antifascistas e as suas famílias. A longa e riquíssima história da resistência à ditadura não teria sido possível sem Elas.

Nesta exposição temporária prestamos profunda homenagem a todas Elas, pela sua coragem, legado e inspiração.

Às 19h00 teremos atuação de Sallim, que para esta ocasião especial, traz canções inéditas do seu cancioneiro e algumas versões, daquelas que cabem na boca e, por muito que se cantem, nunca se gastam. Canções para espantar o medo, apurar heranças e imaginar outra coisa.

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