Diana Andringa

Biografia

Diana Andringa nasceu a 21 de agosto de 1947 em Angola, no Dundo, numa família conservadora com simpatias pelo regime. Em 1958 instala-se em definitivo em Portugal.

Depois de estudar no colégio católico do Ramalhão e no Liceu de Oeiras, ingressa em 1964 na Faculdade de Medicina de Lisboa, que abandonaria para se dedicar ao jornalismo. Integra a secção de propaganda e participa na sua primeira manifestação em 1964, exigindo a libertação de Saldanha Sanches. Na sequência das prisões de janeiro de 1965, aprofunda a atividade política, participa em manifestações, nas Comissões de Apoio aos Presos Políticos e na produção de cartazes e boletins.

Em 1968, frequentou o primeiro curso de Jornalismo criado pelo Sindicato dos Jornalistas e entrou para a Vida Mundial. Neste período escreve um artigo, cortado pela Censura, sobre a guerra colonial em Angola, estabelecendo contacto com vários elementos dos movimentos de libertação angolanos. Depois de alguns deles serem presos em Angola, Diana Andringa é presa em janeiro de 1970 na empresa de publicidade onde trabalhava. Enviada para Caxias, passa dois meses e meio em isolamento. Julgada no Tribunal Plenário de Lisboa, em fevereiro e março de 1971, seria condenada a 20 meses de prisão. Sai em liberdade em setembro e retoma a sua profissão de jornalista, passando pela RTP, RDP, Diário de Notícias,
Diário de Lisboa ou Público. Realizou vários documentários em que a resistência antifascista e anticolonial são centrais. É Comendadora da Ordem do Infante Dom Henrique e Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e membro do Conselho Consultivo do Museu do Aljube com o qual colabora de forma regular.

Data de Recolha: 19.04.2017

Palavras – Chave: Mulheres, Jornalismo, Família, Prisão, Estudantes, Movimento Estudantil, PIDE, Comissão de Apoio aos Presos Políticos, Luta de Libertação, Guerra Colonial, MPLA, Isolamento, Tribunal Plenário, Diferença de Classe, Caxias, Interrogatórios.

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Outros testemunhos