Isabel do Carmo
Biografia
Maria Isabel Augusta Cortes do Carmo nasceu a 12 de setembro de 1940 no Barreiro. O pai era militante do Partido Comunista Português (PCP). Participa em ações do Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e nas campanhas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado em 1958. Aos 18 anos entrou para o PCP. Integrou a célula de Medicina e a organização dos médicos do partido, na clandestinidade. Envolve-se na crise académica de 1962, integrou a direção do Sector Universitário e a Comissão Pró-Associação de Medicina. Em 1968, participa na fundação do Movimento Democrático de Mulheres (MDM). Integrou a Comissão Democrática Eleitoral (CDE) de Lisboa e esteve ligada à criação das Comissões de Base Socialistas (CBS). Em 1969/1970 rompe com o PCP. Funda, com Carlos Antunes, as Brigadas Revolucionárias (BR), em 1971, e o Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), em 1973, ano em que passa à clandestinidade. Foi presa pela PIDE/DGS em 1970 e em 1972, na sequência do assassinato de Ribeiro Santos.
Depois do 25 de Abril foi diretora do jornal Revolução e integrava a direção do PRP/BR. Foi presa em 1978 e julgada em 1980 no Tribunal da Boa Hora, saindo em liberdade em 1982. Foi condecorada com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, a 25 de abril de 2004. Integrou os órgãos sociais do Movimento Não Apaguem a Memória (NAM) e é membro do Conselho Consultivo do Museu do Aljube Resistência e Liberdade. É autora de vários livros e mantém intensa atividade cívica, cultural e política.
Data de Recolha: 24.04.2019
Palavras – Chave: Operários, Família, Estudantes, Prisão, PCP, Clandestinidade, Isolamento, Caxias, Interrogatórios, PIDE, Tortura, Mulheres, Luta Armada, Prisão pós 25 de abril.