Centenário de Maria Ângela Vidal
No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Maria Ângela Vidal, o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade evoca a vida de uma das mais corajosas, solidárias e notáveis mulheres que deram parte da sua vida à luta antifascista.
Nascida no Porto, a 5 de setembro de 1926, Maria Ângela Vidal e Campos ingressou no Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF) em 1946 e, mais tarde, no Movimento de Unidade Democrática Juvenil (MUD J).
Depois de aderir com 20 anos ao Partido Comunista Português (PCP), mergulhará vários anos na clandestinidade.
Em 1953 é presa pela PIDE, com o filho de cerca de dois anos, sendo ambos colocados na prisão de Caxias. Durante a prisão casou-se, protagonizou várias lutas, sofreu vários castigos. Foi julgada e condenada, em 1957, a quatro anos de pena maior e medidas de segurança. Foi libertada, ao fim de nove anos, a 31 de março de 1962 e, em 1964, rompe com o PCP.
Maria Ângela Vidal foi a segunda mulher mais tempo presa por motivos políticos.
Para assinalar o seu centenário, o Museu do Aljube acolhe uma sessão de homenagem a Maria Ângela Vidal, com uma mesa conduzida por Luís Farinha, a apresentação de uma exposição biográfica por Irene Pimentel e a presença de homenagem de Teresa Joaquim.