Mostra Frei Betto
Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, nasceu em 25 de agosto de 1944, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Frade Dominicano adepto da Teologia da Libertação foi um importante militante na luta contra a ditadura militar e coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Em 1957, ingressou na Juventude Estudantil Católica, e, em meados de 1963, tornou-se presidente da instituição. Em 1965, interrompeu a graduação em Jornalismo para fazer experiência com os frades dominicanos, ordem na qual se professou no ano seguinte. Durante a ditadura militar, apoiou o grupo armado ALN, que tinha Carlos Marighella como líder. Frei Betto foi preso duas vezes, uma em 1964, por 15 dias, e outra de 1969 a 1973.
Ao sair da prisão, residiu numa favela em Vitória (Espírito Santo) por recusar-se a sair do país. Nas décadas de 1970 e 1980, trabalhou para construir as Comunidades Eclesiais de Base, na Arquidiocese de Vitória. No mesmo período, assessorava a Pastoral Operária em São Bernardo do Campo.
16h | MESA DE ABERTURA
Abertura das atividades do dia com a participação da Direção do Museu do Aljube, Frei Betto, Maria Inácia Rezola – Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC), e membros da comissão organizadora.
16h30 às 17h30 | EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO
Fraternura
O documentário revela uma dimensão mais íntima da trajetória de Frei Betto, recuperando memórias familiares, a adolescência em Belo Horizonte e as marcas deixadas pelo período em que esteve preso durante a ditadura militar.
18h às 20h | MESA DE DEBATE
A resistência cristã aos regimes autoritários no Brasil e em Portugal
Debate sobre a resistência de setores cristãos aos regimes autoritários, aproximando experiências históricas do Brasil e de Portugal e refletindo sobre a atuação de Frei Betto nesse contexto.
Participantes:
Frei Betto
João Miguel de Almeida – Instituto de História Contemporânea, UNL
Paula Borges – IPRI, Universidade Nova de Lisboa