António Assunção Tavares

(Vila Franca de Xira, 10-02-1922 – 01-02-1951)

António Assunção Tavares nasceu em 1922, em Vila Franca de Xira. 

Começou a trabalhar cedo, logo depois da instrução primária, na fábrica Cimentos do Tejo, tendo sido recrutado pela Federação da Juventude Comunista no final dos anos 30. A primeira prisão acontece em 1944, no seguimento das greves de 8 e 9 de maio. É encerrado, juntamente com outros manifestantes, primeiro na Praça de Touros de Vila Franca e depois no Campo Pequeno, antes de ser enviado para Caxias. É libertado em outubro desse ano, já com problemas de saúde motivados pelos maus tratos e tortura, e passa à clandestinidade. Em maio de 1945, “Tomé” – nome que adota na clandestinidade – aparece como um dos organizadores das “Grandes Marchas da Vitória contra o Fascismo”. Em agosto é de novo preso, entregue pela Polícia de Viação e Trânsito de Algés à PVDE e enviado primeiro para a Penitenciária de Lisboa, depois para o Aljube e, finalmente, para Caxias, onde chega a 17 de novembro. Colocado à disposição do juiz em janeiro de 1946, é libertado em março desse ano. Durante todo este tempo, para além de ser negada assistência médica, são-lhe também recusados os medicamentos que trazia consigo no momento da detenção. Quando sai da prisão, António Assunção Tavares está por isso mais debilitado, fixando-se em casa dos pais, onde morreu a 1 de fevereiro de 1951. Tinha 29 anos. 

A morte de António fez eco no “Diário de Lisboa” e o seu funeral, conta-se, foi uma grande manifestação popular antifascista em Vila Franca de Xira. 

As circunstâncias da morte de António Tavares são contadas por António Dias Lourenço, no livro “Vila Franca de Xira – um Concelho no País”. 

Outros testemunhos